Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa)

PISA

O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), ou Programme for International Student Assessment, é uma iniciativa de avaliação comparada, aplicada de forma amostral a estudantes matriculados a partir do 7º ano do ensino fundamental na faixa etária dos 15 anos, idade em que se pressupõe o término da escolaridade básica obrigatória na maioria dos países.

O Pisa é coordenado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com o apoio de uma coordenação nacional em cada país participante. No Brasil, a coordenação do Pisa é responsabilidade do Inep.

Para que serve

O objetivo do Pisa é produzir indicadores que contribuam para a discussão da qualidade da educação nos países participantes, de modo a subsidiar políticas de melhoria do ensino básico. A avaliação procura verificar até que ponto as escolas de cada país participante estão preparando seus jovens para exercer o papel de cidadãos na sociedade contemporânea.

As avaliações do Pisa acontecem a cada três anos e abrangem três áreas do conhecimento – Leitura, Matemática e Ciências – havendo, a cada edição do programa, maior ênfase em cada uma dessas áreas. Em 2000, o foco foi em Leitura; em 2003, Matemática; e em 2006, Ciências. O Pisa 2009 iniciou um novo ciclo do programa, com o foco novamente recaindo sobre o domínio de Leitura; em 2012, novamente Matemática; e em 2015, Ciências. Em 2015 também foram inclusas as áreas de Competência Financeira e Resolução Colaborativa de Problemas.

Além de observar tais competências, o Pisa coleta informações para a elaboração de indicadores contextuais que possibilitam relacionar o desempenho dos alunos a variáveis demográficas, socioeconômicas e educacionais. Essas informações são coletadas por meio da aplicação de questionários específicos para os alunos, para os professores e para as escolas.

Os resultados desse estudo podem ser utilizados pelos governos dos países envolvidos como instrumento de trabalho na definição e refinamento de políticas educativas, tornando mais efetiva a formação dos jovens para a vida futura e para a participação ativa na sociedade.

Para conhecer melhor o Pisa no âmbito internacional, acesse o portal oficial do programa (conteúdo em inglês) ou assista o seguinte vídeo:

Países Participantes

O Pisa tornou-se referência na avaliação em larga escala no contexto mundial. Desde sua primeira edição, em 2000, o número de países e economias participantes tem aumentado. Em 2015, participaram do PISA 35 países membros da OCDE e 35 países parceiros. Os resultados do PISA 2012, por exemplo, congregaram 65 países – total que leva em conta algumas economias que não podem ser consideradas países, como Hong Kong, Macao, Shangai e Taiwan. Durante as edições também ocorrem alterações entre os participantes: em 2012 foram incluídos Vietnã, Chipre, Costa Rica, Emirados Árabes Unidos e Malásia. Outros países participaram da edição do PISA 2009, mas não participaram da edição do PISA 2012, como Panamá, Trinidad e Tobago, Quirguistão, Azerbaijão e Dubai (EAU). Essas alterações mostram que o estabelecimento de qualquer ranking entre países deve ser ponderado por edição do programa.

Grupo Ibero-americano do Pisa

O Grupo Ibero-americano do Pisa (GIP) surgiu a partir da constatação de que países como Brasil, México e Uruguai enfrentavam problemas semelhantes na implementação do Pisa e que, portanto, a colaboração entre eles poderia render bons frutos. Inicialmente concebido como um grupo dos países latino-americanos participantes do Pisa 2006, a união logo contou com a adesão da Espanha e de Portugal e acabou se identificando como Grupo Ibero-americano do Pisa. O GIP foi oficialmente instituído em setembro de 2005, em encontro patrocinado pelo Inep e realizado na cidade do Rio de Janeiro, com a participação de representantes de Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, México, Portugal e Uruguai, além do Brasil. No Pisa 2009, três novos países latino-americanos participaram e foram agregados à constituição do GIP: Panamá, Peru e Costa Rica. Desde a formação do GIP, tem sido intensa a colaboração entre os países participantes. Dentre as atividades desenvolvidas, destaca-se o Relatório Ibero-americano do Pisa 2006, elaborado conjuntamente pelos oito países participantes do Pisa à época, sob a coordenação de Espanha e México. Abaixo, segue a versão original desse relatório em espanhol.

Participação sul-americana

O Brasil é o único país sul-americano que participa do Pisa desde sua primeira aplicação, tendo iniciado os trabalhos com esse programa em 1998. Argentina e Peru fizeram parte, em 2001, da experiência Pisa Plus: um estudo longitudinal para desenvolver os domínios de Leitura, Matemática e Ciências ao longo de um ano escolar. No entanto, em 2003, somente Brasil e Uruguai entraram no programa. No Pisa 2006 houve adesão de um número maior de países da América do Sul, com a volta da Argentina e a entrada do Chile e da Colômbia (além do Brasil e do Uruguai). Em 2009, o Peru incorporou-se ao grupo, totalizando seis países sul-americanos. No Pisa Plus de 2010, participou, também, o Estado de Miranda, Venezuela.

Pisa e Ideb

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é o indicador objetivo para a verificação do cumprimento de metas fixadas no Termo de Adesão ao Compromisso "Todos pela Educação", eixo do Plano de Desenvolvimento da Educação fomentado pelo Ministério da Educação. Nesse âmbito se enquadra a ideia das metas intermediárias para o Ideb. O objetivo é alcançar a média de 6,0 em 2022 – período estipulado tendo como base a simbologia do bicentenário da Independência. Para isso, cada sistema deve evoluir segundo pontos de partida distintos e com esforço maior daqueles que partem em pior situação, visando reduzir a desigualdade educacional.

A definição de uma meta nacional para o Ideb em 6,0 significa dizer que, considerando os anos iniciais do ensino fundamental, o país deve atingir em 2021 o nível de qualidade educacional médio dos países membros da OCDE observado atualmente, em termos de proficiência e rendimento (taxa de aprovação). Essa comparação internacional foi possível devido à compatibilização entre a distribuição das proficiências observadas no Pisa e no Saeb.

Página atualizada em: 20 outubro 2015