História

Criada a Bibliografia Brasileira de Educação

O Ministro Gustavo Capanema recomenda à Diretoria Nacional de Educação (DNE) a criação da Bibliografia Brasileira de Educação (BBE), um indexador de informações educacionais de qualidade produzidas no Brasil e no exterior sobre a educação brasileira. A BBE teve origem no levantamento da Bibliografia Pedagógica Nacional, que seria publicada nos primeiros cinco números da Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos (RBEP), editada pelo Inep a partir de 1944.

Inep é criado para orientar políticas públicas em educação

O processo de industrialização do país demandava trabalhadores mais preparados. Com o objetivo de realizar estudos para identificar os problemas do ensino nacional e propor políticas públicas, o Instituto Nacional de Pedagogia (Inep) foi criado por lei. A fundação do Inep ocorre no contexto de renovação do Estado brasileiro, quando é criado o Ministério da Educação e Saúde, e, no plano mais amplo, do movimento de reformas educacionais realizadas por educadores e da mobilização deles, ao lado de outros atores sociais, em favor da educação pública.

Lei n.º 378, de 13 de janeiro de 1937

Lourenço Filho é o primeiro diretor-geral

O pedagogo Lourenço Filho organizou a estrutura do Inep e deu início às atividades a partir das atribuições descritas no Decreto-Lei n.º 580, de 30 de julho de 1938: organizar documentação histórica; manter intercâmbios; promover inquéritos e censos; prestar assistência técnica aos estados, municípios e particulares; divulgar as teorias e práticas pedagógicas; promover a seleção de funcionários públicos (apenas esse último item o Inep atual não realiza). Fica alterada a denominação para Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (Inep). As seções técnicas eram, além do Serviço de Expediente, o Serviço de Biometria Médica, o Museu Pedagógico e a Biblioteca Pedagógica. Esta se mostra indispensável instrumento aos trabalhos do Inep, iniciando seu acervo com doações de 440 volumes, feitas pela viúva do professor Parga Nina e pelos professores Murilo Braga e Lourenço Filho; depois, por compra.

Decreto-Lei n.º 580, de 30 de julho de 1938

Início da publicação de estudos educacionais

Com uma estrutura austera de apenas quatro funcionários, incluindo o diretor-geral, o Inep realiza seu primeiro concurso para contratar técnicos. Neste mesmo ano, o instituto publica o Boletim n.º 1, com o registro da situação do ensino primário de 1932 a 1936 no Brasil. 70% da população do país era analfabeta.

Biblioteca Pedagógica é instalada definitivamente

Com a transferência, em maio, das instalações do Inep para o décimo pavimento do novo edifício do Ministério da Educação, providencia-se a instalação definitiva da Biblioteca Pedagógica que, em dezembro de 1944, já contava com 8.318 volumes.

Inep orienta a formação de professores

O instituto foi encarregado de elaborar políticas públicas para a educação e organizar cursos para capacitação de professores em várias unidades da Federação. Durante a formação, o Inep iniciou a coleta de informações sobre a educação brasileira.

Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos

Imagem do volume 1 de julho de 1944 da Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos

O Inep lança, em 11 de julho, a primeira publicação periódica sobre educação na América Latina. A Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos (RBEP) registra a história da evolução das ideias e estudos educacionais. É o mais antigo periódico de educação no Brasil em circulação. O levantamento bibliográfico é interrompido com a reforma da DNE e retomado pelo Inep, que o publicou nos cinco primeiros números da RBEP, referentes aos períodos de 1812/1900, 1901/1930, 1931/1940, 1941/ 1942 e 1943, sob o título de Bibliografia Pedagógica Brasileira. O número 11 da RBEP publicou o levantamento relativo ao ano de 1944, já com o título Bibliografia Brasileira de Educação (BBE).

Murilo Braga assume o Inep

No processo de redemocratização, Murilo Braga de Carvalho substitui Lourenço Filho na direção-geral do Inep. Aprovado em concurso público para técnico de educação, torna-se chefe do Serviço de Seleção e Orientação Profissional do Inep, em 1939. Quando a Era Vargas termina, Braga assume a direção-geral e torna-se o primeiro servidor de carreira no cargo.

Publicado panorama da educação primária

O Boletim Novos Prédios Escolares para o Brasil aponta os principais deficits da educação brasileira e apresenta as iniciativas para atender às necessidades de escolarização. O diretor Murilo Braga elaborou o Plano de Construção Escolar, com o objetivo de promover a qualificação da mão de obra no campo e conter o êxodo rural. Sob o seu comando, foram construídas 6 mil escolas urbanas, rurais e de fronteira. Ele foi mantido à frente do Inep por cinco ministros e dois presidentes da República.

Anísio Teixeira impulsiona a pesquisa

Imagem de Anísio Teixeira em 1953

O educador baiano Anísio Teixeira é chamado para assumir o Inep após a morte prematura de Murilo Braga em acidente aéreo. Teixeira deixa a Campanha de Aperfeiçoamento de Nível Superior (Capes), que organizou para o Ministério da Educação, além de idealizar e engajar os estados em duas ações nacionais: a Campanha de Inquéritos e Levantamentos de Ensino Médio e Elementar (Cileme) e a Campanha do Livro de Didático e Material de Ensino (Caldeme). Na posse, Anísio Teixeira sintetizou a ideia que guiaria a trajetória do Inep: “fundar, em bases científicas, a reconstrução educacional do Brasil”.

Discurso de posse de Anísio Teixeira

Criado Centro de Documentação Pedagógica

Com o objetivo de sistematizar os trabalhos desenvolvidos pelos diversos setores do Inep, foi criado o Centro de Documentação Pedagógica (Portaria n.º 32, de 11 de novembro de 1953), dividido nas seguintes seções: Documentação e Intercâmbio (SDI), Inquéritos e Pesquisas (SIP), Organização Escolar (SOE), Orientação Educacional e Profissional (Soep) e a Biblioteca Pedagógica Murilo Braga (BP).

Inaugurados centros regionais de pesquisas

Anísio Teixeira implanta o Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais (CBPE), no Rio de Janeiro, e centros regionais em Recife, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre, todos liderados por intelectuais de várias vertentes. Pelo Decreto n.º 38.460, de 28 de dezembro de 1955, foram instituídos o CBPE e os centros regionais, todos subordinados ao Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos. Pelo artigo 3º do decreto, os centros regionais compreendiam sempre uma biblioteca de educação, um serviço de documentação e informação pedagógica, um museu pedagógico e os serviços de pesquisa e inquérito, como o serviço de educação audiovisual, de distribuição de livros e material didático e outros que se fizessem necessários ao cumprimento de suas finalidades. São realizados cursos para o treinamento de docentes.

Biblioteca Murilo Braga é expandida

Empenhada em aumentar o acervo e em ampliar as possibilidades de sua utilização por parte dos estudiosos e interessados, a Biblioteca Murilo Braga é expandida. O movimento no ano foi: 4.150 livros adquiridos, 149 doados; 3.041 periódicos nacionais adquiridos e 555 doados.

Atividades do Centro de Documentação Pedagógica são ampliadas

O Centro de Documentação Pedagógica, agora a cargo da Divisão de Documentação e Informação Pedagógica do CBPE, amplia os trabalhos da biblioteca, do serviço de recortes de jornais, da Bibliografia Brasileira de Educação, das publicações, do serviço de audiovisuais e da elaboração de respostas a solicitações sobre os mais diferentes assuntos. A biblioteca contava com 22.582 livros, obras de referência, obras estrangeiras e brasileiras em geral, livros didáticos e guias de ensino, literatura infantil e periódicos nacionais e estrangeiros.

Novas instalações da Biblioteca Murilo Braga

O CBPE reforma a Biblioteca Murilo Braga, que passa a ter novas instalações materiais e técnicas modernas de documentação, bem como amplia intensivamente o acervo, que recebeu obras produzidas não só no domínio da educação, mas também em sociologia, psicologia, antropologia, história, economia e ciência política.

JK encomenda o plano educacional para Brasília

Anísio Teixeira inicia sua contribuição à nova capital como membro da Comissão de Administração do Sistema Educacional de Brasília (Caseb), sendo o autor do Plano de Construções Escolares, no qual concebe a rede de jardins de infância, escolas classe e escolas parque. O plano veio a público em 1961, publicado na RBEP (v.35, n.81, jan./mar. 1961. p.195-199). O plano previa os Centros de Educação Elementar, compostos por jardim da infância, quatro escolas classes e uma escola parque. Os alunos do ensino primário tinham jornada de oito horas-aula diárias. Cada Centro de Educação Média era constituído por escola secundária compreensiva e um parque de educação média – que contava com quadras esportivas, piscina, auditório, biblioteca e outras instalações; além da universidade. O plano educacional deveria ser aplicado em todo o Distrito Federal, com exceção da universidade.

Biblioteca diversifica e amplia várias coleções

A Biblioteca Pedagógica atualizou os serviços de registros, classificação e catalogação, e compôs um índice analítico, por assunto e por autor, dos artigos educacionais publicados em revistas estrangeiras. Completou a coleção do Education Index e obteve grande parte das coleções do Whataker’s Cumulative Book List e Comulative Book Index. O setor de periódicos contava com 597 títulos nacionais e 396 estrangeiros.

Inep na fundação da Universidade de Brasília

O antropólogo Darcy Ribeiro, então coordenador da Divisão de Estudos e Pesquisas Sociais do Inep, passa a empunhar a bandeira da nova universidade na capital do Brasil. Darcy relata que, após a lei de criação da Fundação Universidade de Brasília, a UnB contou com o empréstimo de quantia do orçamento do Inep para iniciar suas atividades: "não se tratava de nada ilegal, mas um gesto (...) que dá a medida da grandeza e do caráter do Mestre Anísio".

Na biblioteca, os artigos da RBEP eram traduzidos para consulta de pesquisadores estrangeiros, havia colaboração em respostas a questionários provenientes do Bureau International d’Education e revisão dos resumos de artigos indexados no Boletim Bibliografia Brasileira de Educação.

Acervo ultrapassa 40 mil títulos e Inep faz plano para assessorar estados

A Biblioteca Pedagógica conta com 41.691 livros registrados, aproximadamente 7 mil folhetos, 784 títulos de periódicos nacionais e 585 de estrangeiros. Adquiriu, por compra, 458 livros e folhetos e, por doação, 1.869; 168 periódicos nacionais, por compra, e 534 por doação; 1.241 periódicos estrangeiros por compra e 856 por doação. No total, foram registrados e catalogados 2.327 livros; 5.874 fichas para os diversos catálogos e 852 livros preparados para empréstimo.

Inep implanta o plano para dar apoio às secretarias de educação dos estados

O primeiro Censo Escolar

O ano marca o início do Regime Militar e o afastamento de Anísio Teixeira do Inep. O médico e educador paulista Carlos Pasquale é nomeado diretor. Em sua gestão, é realizado o primeiro Censo Escolar e lançado o Anuário Brasileiro de Educação. Este era uma fonte de recomendações e iniciativas para a reconstrução educacional do país, de acordo com os princípios da primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), aprovada em 1961.

Realizada a III Conferência Nacional de Educação

À frente do Inep desde o ano anterior, Carlos Mascaro, um colaborador de longa data de Anísio Teixeira e do instituto, mantém as políticas de expansão da rede pública de ensino. Ele promove a realização da 3ª Conferência Nacional de Educação e inclui nos anais três artigos de Teixeira.

O acervo da biblioteca do CBPE já contava com 51.447 títulos (entre livros, folhetos e periódicos).

Instituto torna-se um órgão autônomo

Inep passa a se chamar Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais. É enquadrado como órgão de assessoramento da Presidência da República e desvinculado do Ministério da Educação (MEC). O Inep vivia uma crise desde a saída de Carlos Mascaro em 1969, último diretor alinhado com o pensamento de Anísio Teixeira. As atividades técnicas foram retomadas com o lançamento de dois programas: o Programa Anísio Teixeira, voltado para estudos, levantamentos e pesquisas, e o Programa Lourenço Filho, que propôs um subsistema de documentação e informação educacional. A implantação desse subsistema iniciou um trabalho dentro das modernas técnicas de documentação, com a consultoria do especialista francês Jean Viet.

Decreto n.º 71.407, de 20 de novembro de 1972

Criada a logomarca do Inep

A identidade visual do Inep foi concebida pelo designer Aloísio Magalhães. Ele comandava o maior escritório de design do país nos anos 1970. O designer pernambucano explicou, em 1973, que o logotipo do Inep teve uma concepção bastante estruturada e formalmente elaborada, o que permitiu criar uma marca versátil e dinâmica.

O Inep contribuiu para a reforma do ensino em andamento no país, melhorando a integração ensino-pesquisa-planejamento, a partir do subsistema de documentação e informação educacionais, o que permitiu exercer as funções de coordenação, estímulo, realização e difusão da pesquisa educacional no país.

Thesaurus Brasileiro da Educação (Brased) é implantado

A ideia de produzir o Fichário Conceitual da Terminologia Educacional Brasileira já tinha dez anos quando foi concretizada. O projeto da servidora do Inep e professora Regina Helena Azevedo de Mello previa listar todos os descritores (vocabulário que reúne termos e conceitos para indexar documentos) da língua portuguesa para a educação brasileira. O empreendimento foi realizado em cooperação com o Serviço de Processamento de Dados do Senado (Prodasen). Enquanto o Thesaurus Brasileiro de Educação não estava pronto, o Inep utilizou o Thesaurus Eudised, versão brasileira, a fim de estabelecer uma linguagem que permitisse a análise de documentos, o armazenamento e a recuperação das informações.

Inep é transferido para Brasília e extingue CBPE

Maria Mesquita de Siqueira assume a direção do instituto com a incumbência de transferi-lo definitivamente para Brasília e extinguir o Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais.

Imagem de Brasília nos anos 70

Centros de Estudos Pedagógicos são extintos

Durante o governo Ernesto Geisel, as unidades regionais e brasileira de pesquisa, implantadas por Anísio Teixeira, tiveram as atividades encerradas.

A biblioteca do CBPE foi doada ao Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFRJ, com o objetivo de se tornar a biblioteca de pós-graduação em educação daquela universidade. No acervo, entre inúmeras obras das mais valiosas para o estudo da história da educação do país, encontrava-se uma coleção completa de livros didáticos brasileiros e todas as cartilhas editadas até então, além de diversas coleções de periódicos nacionais e estrangeiros da área das ciências sociais. O restante do acervo veio para Brasília e formou a Biblioteca-Núcleo do Inep que, agregada aos acervos dos antigos órgãos do MEC, como DDD (Departamento de Documentação e Divulgação), da Seps (Secretaria de Ensino de Primeiro e Segundo Graus) e da Seed (Secretaria de Educação Física e Desportos), deu origem ao Centro de Informações Bibliográficas do MEC.

Inep é instalado no MEC em Brasília

Durante a gestão de Letícia Maria Santos de Faria, o prédio do Inep ficou instalado no primeiro andar do Anexo I do MEC. A biblioteca foi instalada em uma área do subsolo do Anexo, anteriormente destinada à garagem dos carros oficiais.

Iniciada a listagem do Thesaurus Brasileiro

Começa o trabalho de listagem dos termos coletados durante a análise de documentos e a consulta a outras fontes, entre os quais o Thesaurus Eudised e o Thesaurus da Educação da Unesco.

Cibec é criado no Inep e é lançada a revista Em Aberto

O Centro de Informação e Biblioteca em Educação (Cibec) foi criado pelo Inep a partir da fusão de 11 bibliotecas do MEC. O Cibec é um centro de gestão do conhecimento educacional, da preservação da memória e de prestação de serviços de informação. Hélcio Ulhôa Saraiva, ex-reitor da UFPI, que dirigia o Inep no período, lançou a revista Em Aberto, que tem caráter técnico e de assessoramento interno ao MEC. É um periódico semestral que discute diversos pontos de vistas de um mesmo tema, com representatividade regional e artigos internacionais. O Inep inicia o trabalho de planejamento do Sistema de Informações Bibliográficas em Educação, Cultura e Desportos (Sibe), em nível nacional.

Inep assume estatísticas educacionais

A responsabilidade sobre serviços de estatísticas educacionais é transferida do MEC para o Inep.

RBEP volta a ser publicada

Sob a direção da professora Lena Castello Branco, que integrava o Conselho Federal de Educação, o Inep volta a publicar a Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, a partir do número 147. Desde abril de 1980, a RBEP deixou de ser editada. Inicia-se a publicação de artigos submetidos em vez de artigos selecionados, o que instiga a colaboração da comunidade científica da área da educação.

Inep passa por redesenho institucional

A instituição deixa as funções de fomento à pesquisa e retoma o suporte e o assessoramento aos centros decisórios do MEC. O órgão passa a ser vinculado à Presidência da República.

Saeb é criado

O Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) é elaborado com o objetivo de identificar fatores que possam interferir no desempenho dos estudantes e dar um indicativo da qualidade do ensino.

Crise do governo Collor ameaça o Inep

Após quase ser extinto, o Inep iniciou outro processo de redefinição de sua missão. O instituto concentra suas atividades na orientação de políticas de apoio a pesquisas educacionais e o reforço do processo de disseminação de informações educacionais. O Cibec recebe a atribuição de implementar o Centro de Referências sobre Inovações e Experimentos Educacionais (Crie), um sistema de seleção, organização e disseminação de informações, experimentos e inovações educacionais, a fim de contribuir para a formulação de políticas públicas e oferecer subsídios para a melhorar a qualidade da educação básica.

Cibec passa a operar o Acervo Editorial do MEC

São atribuídas ao Cibec as funções de coleta, inventário, guarda, processamento bibliográfico e produção de referências do Acervo Editorial do MEC.

Portaria n.º 1.414, de 23 de setembro de 1994

Reorganização do setor de levantamentos estatísticos

Tem início a reorganização do Inep para fazer levantamentos estatísticos robustos para orientar as políticas do Ministério da Educação. A professora Maria Helena Guimarães de Castro assume a presidência. Ela conduz a realização da Sinopse Estatística do Exame Nacional de Cursos (Provão), do Censo Escolar e dos Estudos Regionais Comparativos, que davam forma ao Laboratório Latino-Americano de Avaliação de Qualidade da Educação (1997).

Inep coordena o Exame Nacional de Cursos

Conhecido como Provão, o Exame Nacional de Cursos (ENC) é o primeiro mecanismo, de uma série, que implementou progressivamente a avaliação da qualidade do ensino superior.

Em julho, um novo projeto – o do Centro de Referência e Difusão em Educação (Cred) – incorpora parte das atribuições do Crie e resgata as funções originais do Cibec.

Inep se torna uma autarquia federal e realiza Erce

A Secretaria de Avaliação e Informação Educacional (Sediae) do MEC é incorporada ao Inep. O instituto passa a ser o órgão encarregado de avaliações, pesquisas e levantamentos estatísticos educacionais do Governo Federal. É o ano em que o Inep obtém autonomia e se torna autarquia federal, e Maria Helena Guimarães retoma a condução do instituto. Em 1997, o Inep faz a aplicação da primeira edição do Estudo Regional Comparativo e Explicativo (Erce), que afere a qualidade da educação no ensino fundamental na América Latina e Caribe por meio de provas e questionários aplicados a uma amostra de estudantes.

O Cibec passou por uma reestruturação que permitiu a ampliação de seus serviços e produtos e criou condições de atendimento local e remoto; porém, o acervo bibliográfico foi drasticamente reduzido. Em julho, é iniciado o Programa de Tratamento e Disseminação de Informação Educacional, executado pelo Cibec. Neste ano, foi publicada a última versão impressa da BBE.

Ano de Enem, Censo Escolar da Educação Básica anual e Celpe-Bras

Criado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), dispositivo de avaliação individual de jovens e adultos do final da educação básica. A elaboração e a implementação foram conduzidas por Maria Inês Fini, diretora da recém-criada Diretoria de Avaliação para Certificação de Competências do Inep. A professora Fini já havia construído a primeira Matriz de Referência do Sistema de Avaliação e Informação Educacional (Saeb).

A lei que criou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) determinou que fosse realizado, todos os anos, o Censo Escolar da Educação Básica, que fixa a proporção dos valores a serem repassados aos municípios.

O Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras) é aplicado pelo Inep no Brasil e em outros países, em parceria com o MEC e o Ministério das Relações Exteriores.

O Cibec é reinaugurado em 26 de novembro, com a função de fazer com que as informações produzidas pelo Inep sejam acessíveis não apenas para os gestores educacionais, mas também para pesquisadores, estudiosos e demais profissionais da área da educação. A ideia foi transformá-lo na principal “porta de saída” das informações produzidas pelo Inep.

Brasil participa do Pisa

É realizado no Brasil o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), sob a coordenação do instituto. O Pisa faz parte do programa de educação da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que busca o aprimoramento dos sistemas de ensino.

O Cibec efetiva a estrutura principal do Thesaurus Brased, que consiste em uma linguagem documental que utiliza vocabulário controlado, com o intuito de indexar todas as informações existentes. São lançados o Programa de Leitura de Teses, o Thesaurus Brasileiro da Educação (Thesaurus Brased) e a Bibliografia Brasileira de Educação (BBE).

Lei n.º 10.269, de 29 de agosto de 2001

Homenagem a uma vida devotada à educação

A atuação do Inep no final dos anos 1990 retoma o ideário de Anísio Teixeira, inspirador de gerações de pesquisadores e educadores. Em homenagem ao ex-diretor, o Senado aprova a inclusão do seu nome no instituto, que passa a ser designado Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira.

Inep realiza o Encceja

O Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) é realizado pelo Inep em colaboração com as secretarias estaduais e municipais de educação.

O Cibec trabalha na elaboração do fichário conceitual do Thesaurus Brased, na atualização de termos e inclui 25.244 livros e 13.496 artigos na BBE. É lançado o Perfil da Educação Brasileira em substituição ao Perfil Municipal de Educação Básica (PMEB).

Aprovada a Lei do Sinaes

As Avaliações in loco de instituições de educação superior e cursos de graduação são instituídas no âmbito do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). No mesmo ano, foi criado o Banco de Avaliadores do Sinaes (BASis), cadastro nacional e único de avaliadores, selecionados e capacitados pelo Inep, com a finalidade de formar comissões para as Avaliações in loco. O Inep aplica o primeiro Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), que está regulamentado na lei do Sinaes. O sistema é formado por três componentes principais: a avaliação das instituições, dos cursos e do desempenho dos estudantes.

Lei n.º 10.861, de 14 de abril de 2004

Portaria n.º 4.362, de 29 de dezembro de 2004

Ideb é lançado

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) reúne, em um só indicador, os resultados de dois conceitos igualmente importantes para a qualidade da educação: o fluxo escolar e as médias de desempenho nas avaliações. O Ideb, que mede a qualidade do aprendizado nacional e estabelece metas para melhoria do ensino, foi idealizado pelo então presidente do Inep, Reinaldo Fernandes, que implantou também os Indicadores de Qualidade da Educação Superior.

Nesse mesmo ano, é criada a carreira para exercício exclusivo no Inep (Lei n.º 11.490, de 20 de junho de 2007) e lançado o edital para o primeiro concurso público de pesquisador-tecnologista em informações e avaliações educacionais e de técnico em informações educacionais.

Aprimorado o Censo da Educação Superior e a Talis é aplicada

O Censo Superior é realizado em caráter declaratório e com coleta descentralizada de dados de todos os estabelecimentos públicos e privados de educação superior.

A partir desse ano, o Inep aplica a Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Teaching and Learning International Survey – Talis), que coleta dados comparáveis internacionalmente sobre aprendizagem e condições de trabalho nas escolas.

A OCDE lança a primeira pesquisa internacional de comparação das condições de ensino e aprendizagem – a Talis – em 24 países. O estudo monitora e propõe que a profissão de educador seja mais atrativa.

Revalida é aplicado pela primeira vez

Resultado de uma ação articulada entre o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde, o Revalida é aplicado pelo Inep. O exame faz parte do processo para validar os diplomas de brasileiros e estrangeiros que cursam medicina no exterior.

Inep monta o Banco Nacional de Itens

Constituído para fornecer itens utilizados nas avaliações aplicadas pelo Inep, o Banco Nacional de Itens (BNI) é abastecido por uma rede de educadores e pesquisadores que atendem a chamadas públicas feitas pelo Inep. Eles são capacitados para elaborar e revisar os itens que serão testados antes de fazer parte do BNI.

Início do monitoramento do PNE e do Serviço de Apoio ao Pesquisador

A série de publicações PNE em Movimento traz estudos e pesquisas que retratam a evolução do cumprimento das metas previstas no Plano Nacional de Educação.

A BBE é retomada e reestruturada de forma que, para integrá-la, as obras deverão atender a critérios específicos quanto à forma, à cobertura temática e à composição editorial, por exemplo. Para assegurar o crescimento racional e equilibrado do acervo da Biblioteca do Cibec, o Inep instituiu, por meio de portaria, a Política de Desenvolvimento de Coleções (PDC). Nesse ano, a Rede Interna de Especialistas do Inep é composta por mestres e doutores da área da educação e áreas afins. A rede, sob responsabilidade do Cibec, tem como finalidade a elaboração, a revisão e a validação de definições de termos da área educacional para o Thesaurus Brasileiro da Educação (Brased) e para o Banco de Dados Terminológicos (BDT) do Setor Educacional do Mercosul.

Inspirado na experiência de outras instituições produtoras de dados oficiais, em âmbito nacional e internacional, o Inep passa a permitir que pesquisadores acessem, para fins institucionais e científicos, suas bases de dados protegidos, criando o Serviço de Apoio ao Pesquisador (SAP).

Lei n.º 13.005, de 25 de junho de 2014

Portaria n.º 495, de 17 de novembro de 2015

Inep comemora 80 anos e implanta o Sedap

O Inep produziu dados e informações seguras para a educação brasileira, em um contexto cada vez mais complexo. Aos 80 anos, quem conduz o instituto é uma colaboradora de longa data, a educadora Maria Inês Fini.

O SAP evolui para o Serviço de Acesso a Dados Protegidos (Sedap), garantindo o desenvolvimento de pesquisas de interesse público e a manutenção do sigilo e identidade de indivíduos e instituições.

A constituição e manutenção do Banco de Avaliadores do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (BASis), que é constituído e mantido pelo Inep, de acordo com o Decreto nº 9.235, de 15 de dezembro de 2017, e realizada pela Diretoria de Avaliação da Educação Superior, segundo Portaria Normativa nº 19, de 13 de dezembro de 2017.

Portaria n.º 465, de 31 de maio de 2017

Decreto nº 9.235, de 15 de dezembro de 2017

Portaria nº 19, de 13 de dezembro de 2017

Inep celebra 20 anos do Enem e Celpe-Bras

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) comemora duas décadas com 7,6 milhões de inscrições, e continua se aperfeiçoando. As provas são personalizadas com nome e inscrição de cada participante. O Celpe-Bras firma-se como certificado brasileiro oficial de proficiência em língua portuguesa para estrangeiros. Com a homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o Inep entra em processo de atualização de exames e avaliações da educação básica para se adequar às novas diretrizes.

No último ano, dobrou o acesso à RBEP pela rede mundial de computadores. O registro foi feito pela SciELO Analytics, acervo on-line de publicações acadêmicas. No segundo semestre de 2018, o site registrou 16.592 visualizações; em outubro de 2017, foram registrados 8.726 acessos. A RBEP também mantém a versão impressa.

Saeb avalia a educação infantil; SEB e Enem Digital são anunciados

O Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) traz várias novidades: passa a avaliar a alfabetização no 2º ano do ensino fundamental, a educação infantil é incluída de forma amostral e, pela primeira vez, são aplicados testes de ciências da natureza para um grupo de estudantes do 9º ano.

Divulgado o cronograma de implantação do Enem digital. Em 2020, o projeto-piloto prevê 50 mil participantes, e, em 2026, o Enem não será mais aplicado em papel. O Inep desenvolve o Sistema Educacional Brasileiro (SEB). É um cadastro contínuo da educação básica e superior, cujo primeiro programa é a ID Estudantil, digital e gratuita.

A Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos (RBEP) completa 75 anos, com conceito máximo no Qualis Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes): A1 em “Ensino” e A2 em “Educação”. Reconhecida e disseminada no meio científico, a revista tem indexação em importantes bases de dados internacionais.

Página atualizada em: 20 outubro 2015