Censo Escolar 24 de Julho de 1998

Informe estatístico do MEC revela melhoria do rendimento escolar

 

Aprovação escolar cresce, enquanto diminuem o abandono e a reprovação.

As estatísticas educacionais mais recentes mostram tendência de aumento das taxas de aprovação dos alunos do ensino fundamental e do ensino médio, enquanto caem o abandono e a reprovação.

As informações foram divulgadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do Ministério da Educação (MEC), durante a reunião de ministros de Educação dos países membros da Organização dos Estados Americanos (OEA), realizada esta semana, em Brasília. A publicação, intitulada Informe Estatístico da Educação Básica, traz um quadro completo sobre os indicadores educacionais no País.

A taxa de aprovação dos alunos do ensino fundamental aumentou de 60,6%, em 1988, para 70,6%, em 1995, e 73%, em 1996. No ensino médio, a taxa de aprovação subiu de 68,2%, em 1995, para 74,4%, em 1996.

A taxa de reprovação no ensino fundamental caiu de 18,8% em 1988, para 15,7% em 1995, e 14,1%, em 1996. No ensino médio, o índice de alunos reprovados foi reduzido de 10,1%, em 1995, para 9,9%, em 1996.

A queda mais significativa foi na taxa de abandono escolar. No ensino fundamental, 20,6% dos alunos abandonavam a escola em 1988. Esse percentual despencou para 13,6%, em 1995, e para 12,9%, em 1996. No ensino médio, a redução foi de 21,6%, em 1995, para 15,7%, em 1996.

O conceito técnico de abandono é diferente de evasão. Abandono quer dizer que o aluno deixa a escola num ano mas retorna no ano seguinte. Evasão significa que o aluno sai da escola e não volta mais para o sistema.

Sobe o nível de escolarização

Para a presidente do Inep, Maria Helena Guimarães de Castro, os dados apontam claramente para uma melhoria da qualidade da educação no Brasil. "Apesar de os índices de abandono e reprovação ainda serem considerados altos, a tendência para os próximos anos é de queda", afirma.

Uma prova disso, segundo ela, é que o nível de escolaridade da população com mais de 10 anos de idade está subindo.

Em 1992, 59,5% dos brasileiros tinham no mínimo quatro anos de estudo. Tinham o primeiro grau completo, 25,6%, e o segundo grau, 14,4%. Em 1995, o número de pessoas com quatro anos de estudo evoluiu para 62,7%. O número de pessoas com primeiro grau completo subiu para 27,9%, e o segundo grau completo, 15,7%. Em 1996, o nível de escolaridade melhorou ainda mais: 16,5% tinham o segundo grau completo, 30%, o primeiro grau completo, e 64,5% quatro anos de estudo.

Apesar dos avanços verificados, Maria Helena ainda considera a escolaridade dos brasileiros baixa.

"O desafio maior, hoje, já não é matricular as crianças na escola, mas mantê-las no sistema e garantir seu aprendizado, pelo menos até o término da escolaridade básica", diz.

Ensino Fundamental
Taxas de Aprovação, Reprovação e Abandono - 1996

Unidade da Federação      
     
Brasil      
       
Norte      
Rondônia      
Acre      
Amazonas      
Roraima      
Pará      
Amapá      
Tocantins      
       
Nordeste      
Maranhão      
Piauí      
Ceará      
R. G. do Norte      
Paraíba      
Pernambuco      
Alagoas      
Sergipe      
Bahia      
       
Sudeste      
Minas Gerais      
Espírito Santo      
Rio de Janeiro      
São Paulo      
       
Sul      
Paraná      
Santa Catarina      
R. G. do Sul      
       
Centro-Oeste      
M.G. do Sul      
Mato Grosso      
Goiás      
Distrito Federal      

Fonte: MEC/INEP/SEEC
Nota: Cálculo da taxa de abandono é obtido pela diferença entre as taxas de aprovação, reprovação e 100%

 Ensino Médio Taxas de Aprovação, Reprovação e Abandono - 1996

Unidade da Federação      
     
Brasil      
       
Norte      
Rondônia      
Acre      
Amazonas      
Roraima      
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Nordeste      
Maranhão      
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Ceará      
R. G. do Norte      
Paraíba      
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Sudeste      
Minas Gerais      
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R. G. do Sul      
       
Centro-Oeste      
M.G. do Sul      
Mato Grosso      
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Distrito Federal      

Fonte: MEC/INEP/SEEC
Nota: Cálculo da taxa de abandono é obtido pela diferença entre as taxas de aprovação, reprovação e 100%

Assessoria de Comunicação do Inep