Inep 29 de Dezembro de 2017

RETROSPECTIVA 2017

O ano de 2017 marcou as celebrações pelos 80 anos de fundação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e pelos 20 anos de sua conversão em autarquia federal. Foi também um ano de aprimoramento das Avaliações da Educação Básica e da Educação Superior, de consolidação de metodologias dos censos educacionais, de reconhecimento de suas publicações. Relembre os principais fatos que marcaram o ano do Inep.

Servidores e colaboradores celebram 80 anos de fundação do Inep e 20 anos de atuação como autarquia federal

O Inep completou 80 anos de fundação em 13 de janeiro. Uma solenidade marcou a abertura das celebrações pelo aniversário.  Durante o evento foi lançada a marca comemorativa dos 80 anos, o novo portal do instituto e o Prêmio Inep de Jornalismo – Avaliações e Estatísticas Educacionais. Os Correios também apresentaram o Selo Postal e o Carimbo Comemorativo que abrem as festividades. Pensado para divulgar, recordar e pensar as oito décadas de atuação do Inep, o Projeto Inep 80 anos agrega um conjunto articulado de ações que aproveitam as comemorações para a geração e conservação da memória coletiva do Inep por meio de cinco eixos. As atividades seguem até 30 de julho de 2018 e compreendem eventos comemorativos, publicações, exposições, encontros de memória. Em 14 de março, o Inep comemorou 20 anos como autarquia federal e deu posse ao seu Conselho Consultivo, previsto em 1997. O Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) será realizado, em 2017, no Brasil e no exterior, tanto para o público regular quanto para o público privado de liberdade (PPL). Foram, portanto, quatro aplicações, com cronogramas e editais diferentes.

Avaliações e exames da Educação Básica – Enem, Saeb, Encceja – são aprimorados e ampliados

No início de 2017, o Inep anunciou uma série de mudanças para aprimoramento e adequação dos instrumentos que aferem a qualidade da educação básica brasileira e subsidiam políticas públicas, com impactos no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). Uma das ações foi o encerramento da divulgação anual das médias por escola das proficiências obtidas no Enem pelos participantes concluintes do Ensino Médio, mais conhecido como Enem por Escola. O Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Foi aprimorado por ter instrumentos mais adequados para a avaliação da qualidade da educação ofertada nos sistemas de educação e nas escolas brasileiras. Para assumir a função do extinto Enem por Escola, o Saeb teve a ampliação do seu público-alvo, incluindo entre as instituições avaliadas todas aquelas que sejam completamente mantidas pelo poder público e, por adesão, as mantidas por entidades privadas. Com as melhorias do Enem anunciadas após a Consulta Pública, no início do ano, a função de certificação do Ensino Médio retornou para o Encceja, como ocorria até 2009. O Exame voltou a ser aplicado também para a certificação do Ensino Fundamental. Um das principais mudanças do Enem foi a aplicação em dois domingos consecutivos.

Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos (RBEP) é elevada à nota máxima no Qualis Periódicos da Capes

Com 73 anos de publicação, a Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos (RBEP) recebeu nota  máxima no Qualis Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Com a avaliação do triênio 2013-2015, anunciada no primeiro semestre de 2017, a RBEP passou a ter qualificação A1 na área “Ensino” e A2 em “Educação”. A revista científica figurava como publicação B1 desde 2010. A elevação do padrão de qualidade da RBEP é resultado de uma série de ações da Diretoria de Estudos Educacionais (Dired) do Inep, nos últimos anos, como investimento na capacitação da equipe, maior captação de artigos internacionais, indexação em bases de dados nacionais e internacionais, participação da equipe em eventos na área da Educação e a migração para uma versão mais atualizada do Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas.

Metodologia de Coleta de Dados Individualizados dos Censos Educacionais completa dez anos e Inep apresenta estudos inéditos de transição escolar e remuneração de docentes

O “Seminário 10 Anos da Metodologia de Coleta de Dados Individualizados dos Censos Educacionais” foi realizado em junho de 2017 para debater os ganhos informacionais com a mudança da metodologia de coleta de dados, a potencialidade de uso das bases de dados estatísticas e os desafios futuros. Na ocasião, o Inep voltou a divulgar as taxas de transição escolar, calculadas com base no acompanhamento longitudinal dos alunos. Esse conjunto de indicadores foram divulgados pelo Inep, até 2005, com base em uma estimativa matemática baseada nas taxas de rendimento escolar, procedimento que era baseado em uma metodologia internacional desenvolvida pela Unesco e revisada para o contexto pelo professor Ruben Klein. Desde 2006, o Inep não divulgava esses indicadores e, a partir desse ano, foi possível retomá-los com base em uma metodologia própria decorrente dos esforços de qualificação dos dados estatísticos feitos pelo Inep. Também foi divulgado um estudo inédito feito a partir de um pareamento das bases de dados do Censo Escolar com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e da Previdência Social.

Criação do Serviço de Acesso a Dados Protegidos (Sedap) permite consulta à base de dados protegidos do Inep e favorece a realização de estudos

O Serviço de Acesso a Dados Protegidos (Sedap) foi criado para atender solicitações de acesso a bases de dados protegidos produzidos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Por meio dele, pesquisadores podem acessar, para fins institucionais e científicos, a bases de dados protegidos do Instituto. O objetivo do Inep é viabilizar a realização de estudos, garantindo o desenvolvimento de pesquisas de interesse público e a manutenção do sigilo e da identidade dos indivíduos e instituições, conforme a legislação vigente. Para acesso aos dados, os projetos de pesquisa passam por uma análise técnica, na qual é avaliada a pertinência do pedido. Se autorizado, os pesquisadores devem se deslocar até a sede do Inep, em Brasília, para realizar suas pesquisas dentro da Sala de Acesso a Dados Protegidos (Sadap). No local eles têm acesso a microcomputadores com pacotes estatísticos amplamente utilizados. O Sedap é uma evolução do Serviço de Apoio ao Pesquisador (SAP), criado em 2014.

Instrumentos de avaliação de cursos e instituições de Educação Superior são aprimorados

O Inep adotará novos instrumentos de avaliação externa para o monitoramento da qualidade dos cursos de graduação presenciais e a distância, assim como das Instituições de Educação Superior. Os novos instrumentos foram publicados no final de outubro de 2017 e a previsão é que comecem a ser usados a partir de março de 2018. É responsabilidade do Inep, por meio da Diretoria de Avaliação da Educação Superior (Daes), conceber, planejar, coordenar, operacionalizar e avaliar as ações voltadas à avaliação da educação superior, nas modalidades presencial e a distância, com base no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e à consideração das Escolas de Governo (EGov). O processo de reconhecimento e de renovação de reconhecimento abrange faculdades, centros universitários e universidades; públicas ou privadas; ofertantes da modalidade presencial ou a distância.

Enem 2017 é o mais seguro e inclusivo de sua história, com novidades na logística e nos recursos de acessibilidade

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 foi marcado pela aplicação tranquila e sem ocorrências graves, legitimando a ampliação e a diversificação da estratégia de segurança adotada a partir de 2017. O Enem estreou a prova personalizada e o uso de detectores de ponto eletrônico, e teve a maior cobertura de detectores de metal desde que o recurso começou a ser usado: 100 participantes por detector. O tema da redação foi “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil” e legitimou uma série de ações que o Inep estreou nesta edição. A Política de Acessibilidade do Enem foi recorçada com a oferta de um novo recurso: a Videoprova Traduzida em Língua Brasileira de Sinais (Libras), escolhida por 1.635 dos 4.390 que solicitaram Atendimento Especializado para surdez. Além da videoprova, que exigiu a montagem de um estúdio de gravações dentro do Ambiente Físico Integrado Seguro do Inep, esse público teve, pela primeira vez, uma série de conteúdos exclusivos. O Inep preparou, em Libras, campanha em suas redes sociais, uma versão da Cartilha do Participante – Redação no Enem 2017, e uma Playlist em seu Canal do Youtube. Os vídeos em Libras abordavam instruções gerais para as provas, assim como é feito para os participantes ouvintes; instruções sobre a videoprova e sobre os horários de aplicação.